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O xilindró já es
Depois de um longo e tenebroso inverno estou aqui de volta a este singelo blog. Foram dois os fatores que me motivaram a voltar a abastecê-lo: dois apelos inflamados para que eu voltasse a ativa de leitores sedentos por estas palavras e a prisão do ilibado ex-presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Nilo Rolim de Moura, e de toda a sua gangue. As prisões foram realizadas pelo Núcleo de Repressão contra Crimes Econômicos (Nurce) durante a operação "Cartão Vermelho" no Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Essa foi a melhor notícia que ouvi neste ano. Ver o Seo Moura saindo da delegacia algemado me deu pena. Isso mesmo, pena. Mas não dele. Pena de não ter nenhum rojão por perto para soltar e comemorar. Desta vez, ele está mais sujo do que pau de galinheiro. Está atolado em acusações, todas com provas, de que era um verdadeiro chefe de quadrilha. E parece ser difícil se livrar. Da última vez em que passou uns dias hospedado no xilindró, o ilibado Moura teve tempo para escrever suas memórias. Desta vez, pelo andar da carruagem, terá tempo de escrever as dele e as dos outros oito comparsas. Velho conhecido da polícia, o ditador do futebol paranaense e sua trupe são acusados, entre outras coisas, de desviar R$ 5 milhões dos cofres da FPF, através da Comissão Fiscalizadora de Arrecadação (Comfiar), criada em Nos links abaixo você pode entender melhor o caso. http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/parana/conteudo.phtml?id=710706 http://www.estadao.com.br/esportes/not_esp76811,0.htm Em março deste ano, a Folha publicou matéria feita por este mero repórter em que já levantava pontos nebulosos da Comfiar. No entanto, apenas o presidente do Nacional de Rolândia, José Danilson de Oliveira, e o do Iraty, Sérgio Malucelli, tiveram peito para cobrar explicações de Moura. Os outros, ou ficaram em cima do muro, ou elogiaram a atuação do ditador ou reprovaram a reportagem. A maioria dos dirigentes parecia COMFIAR, desculpe o trocadilho, em Moura. A bagunça e roubalheira que era a FPF eram claras e evidentes e ninguém fazia muita questão de esconder. Porém, ninguém ousava peitar o cartola e interromper os 22 anos de desmandos dele. Sinal de que outros cartolas têm rabo preso? Não sei, quem sabe? Mas que é estranho é. Agora, as verdades devem começar a vir à tona. A primeira suspeita é a compra do acesso do Galo Maringá, em 2005. Veja no link: http://www.estadao.com.br/esportes/not_esp77090,0.htm
Um depósito feito pelo clube na conta do Colégio Técnico de Futebol do Pinheirão, outro braço da quadrilha, no valor de R$ 200 mil é que gerou a suspeita da polícia. Segundo o clube, o valor refere-se a uma antecipação parcial das despesas e taxas de borderô da FPF e da CBF, da partida entre Paraná Clube e Corinthians, realizada no dia 14 de maio de 2006, no Estádio Willie Davids, em Maringá. Escrito por thiagomossini às 09h49
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